Oi pessoal!
hoje a dica é de cultura e literatura!
Recentemente viajei para o estado de Goiás e tive a oportunidade de conhecer a cidade Goiás, mais especificamente a área conhecida como Goiás Velho. Trata-se de uma belíssima cidade histórica de traçado e arquitetura predominantemente colonial que detém o título de Patrimônio Cultural da Humanidade conferido pela UNESCO desde 2001.
Nesta cidade está situada a antiga casa de Cora Coralina, conhecida como "Casa da Ponte" por ficar às margens do Rio Vermelho.
Cora Coralina foi doceira e poetisa e é atualmente um importante nome da literatura contemporânea brasileira. Após sua morte, em 1985, a casa foi transformada em um museu dedicado memória da moradora, com um acervo que expõe sua obra e sua trajetória pela vida.
| Museu Casa de Cora Coralina, Cidade de Góias, GO. Fonte: Acervo pessoal |
Foi através da publicação de uma carta de Carlos Drummond de Andrade com elogios à obra de Cora Coralina, que a artista começou a ser reconhecida nacionalmente e, posteriormente, chegou a ganhar importantes prêmios da literatura brasileira.
Cora escreveu sobre suas lembranças e experiências, sobre o seu dia-a-dia, sobre a cidade interiorana de Goiás, sobre as fases da vida, a velhice e o amor. Com autenticidade, transmitia às palavras suas paixões e seu carinho pelas pessoas. Valorizava os amigos e vizinhos e acolheu pessoas humildes em sua casa, como a conhecida "Maria Grampinho", uma andarilha que se tornou companheira de Cora Coralina durante muitos anos.
Sua obra nos ensina a dar valor à simplicidade e nos estimula a contemplar com mais tranquilidade os momentos, de uma forma em que o viver se torne mais leve e prazeroso.
Um trecho de um dos poemas expostos no circuito permanente do museu me emocionou bastante. Quando o li, senti um frescor de vida nova, como se eu pudesse reinventar a vida e fazer de tudo novidade naquele instante mesmo da leitura.
Com as palavras deste poema finalizo o post desta semana e recomendo a todos a conhecer um pouco mais a inspiradora obra de Cora Coralina.
Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
(Trecho do Poema Aninha e suas pedras, Cora Coralina, 1981)
Que possamos nos recriar a cada dia!
Até o próximo post!
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